Mearsheimer salientou que a questão ucraniana está intimamente ligada ao futuro da OTAN.
"Muitos já haviam dito anteriormente que, se a Rússia obtiver a vitória na Ucrânia, o que certamente acontecerá, isso causará sérios danos à OTAN", ressaltou.
Segundo ele, a atual situação na Ucrânia, somada à ameaça de uma invasão dos EUA à Groenlândia, prejudica ainda mais a aliança.
Dessa forma, o analista concluiu que essa seria uma combinação mortal, capaz de destruir a organização militar.
No domingo (4), após a operação militar na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou interesse em adquirir a Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional.
Em resposta, o embaixador da Dinamarca em Washington, Jesper Moller Sorensen, lembrou as relações de aliança com os Estados Unidos e enfatizou que Copenhague espera total respeito à integridade territorial do reino.
O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, afirmou que a ilha não está à venda. Ao mesmo tempo, Trump se recusou a prometer que não utilizaria força militar para assumir o controle do território.
A ilha foi colônia dinamarquesa até 1953 e, desde então, continua fazendo parte do Reino da Dinamarca. Em 2009, no entanto, conquistou autonomia, passando a ter autogoverno e o direito de definir sua própria política interna.