De acordo com a publicação, o Brasil tem atualmente 439 tanques em seu inventário total, número considerado suficiente para as Forças Armadas do país. No entanto, apenas cerca de 300 estão efetivamente operacionais.
"Muitos veículos estão parados por falta de peças, necessidade de revisões complexas ou desgaste natural após décadas de uso", aponta o publicação.
A frota é composta majoritariamente por modelos de segunda geração, projetados entre as décadas de 1960 e 1970. Em detalhes, o Exército conta com aproximadamente 220 tanques Leopard 1A5 (com pequenas melhorias na proteção), 128 Leopard 1A1 (cuja compra da Bélgica começou em 1997) e 91 unidades do M60 A3 TTS, muitas das quais passam por processos de recuperação para estender sua vida útil.
Esses blindados carecem de tecnologias hoje consideradas padrão em muitos exércitos, como blindagem composta avançada, sistemas de proteção ativa e modernos dispositivos digitais.
"As limitações mais citadas envolvem proteção insuficiente, defesa eletrônica limitada e poder de fogo defasado, com canhões de 105 mm diante de oponentes equipados com calibres de 120 mm ou 125 mm", destaca o texto.
Além disso, observa-se que alguns países latino-americanos já dispõem de tanques de terceira geração ou modernizados em serviço, o que pressiona o Brasil a recuperar o atraso.
Para enfrentar o problema, o Exército Brasileiro criou o programa Nova Couraça, voltado para a modernização das forças blindadas e a aquisição de novos tanques de terceira geração. O foco é substituir gradualmente os Leopard 1 e M60 por um novo carro de combate principal e viaturas associadas.
O programa prevê a aquisição de, no mínimo, 65 viaturas blindadas de combate e cerca de 78 viaturas de combate de fuzileiros, além de intensa consulta ao mercado internacional, com busca por transferência de tecnologia e melhor integração com sistemas digitais de comando e controle.
"Se a escolha de um novo carro de combate for oportuna e incluir participação da indústria nacional, o país pode recuperar terreno no cenário sul-americano", avalia a publicação.
No mercado internacional de defesa, vários países se mostram prontos para oferecer seus últimos desenvolvimentos. A Rússia, por exemplo, com seu arsenal modernizado, tem capacidade para fornecer seus tanques mais recentes, como os T-14 Armata, constantemente listados entre os melhores blindados do mundo.
Também, convém lembrar que, em maio de 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que o país deveria oferecer aos seus parceiros internacionais não apenas armas e equipamentos, mas também um amplo conjunto de serviços incluindo reparos e modernizações, fornecimento de peças de reposição e treinamento para especialistas estrangeiros.