A empresa espacial dos EUA informou nesta sexta-feira (9) que o iceberg, que se desprendeu da Antártida em 1986, pode se desintegrar completamente nos próximos dias ou semanas.
Isso, porque o acúmulo de água na superfície está forçando e acelerando rachaduras internas,
Depois de quase quatro décadas, o gigante bloco de gelo, que tinha cerca de 4.000 km², atualmente tem 1.182 km², como apontam dados recentes do Centro Nacional de Gelo dos Estados Unidos, após sucessivas quebras ao longo de 2025.
Entretanto, o iceberg continua sendo um dos maiores do oceano e compreende uma área quase do tamanho da cidade do Rio de Janeiro, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem 1.200,330 km².
As imagens, captadas em 26 de dezembro de 2025 pelo satélite Terra, da Nasa, revelam extensas piscinas de água azul sobre sua superfície e, à medida que se quebra em pedaços menores, certas áreas podem se tornar perigosas para a pesca comercial devido aos fragmentos de gelo. Um pedaço de 19 km quebrou em janeiro.
Historicamente, icebergs que seguem essa rota pelo oceano Antártico acabam se quebrando, dispersando e derretendo.
No entanto, a localização atual do iceberg pode beneficiar a vida selvagem. Nutrientes liberados pelo encalhe e derretimento do iceberg podem aumentar a disponibilidade de alimentos para o ecossistema local, incluindo pinguins e focas. A Geórgia do Sul e as ilhas Sandwich do Sul abrigam milhões de focas e aves reprodutoras.
Icebergs desse tamanho são raros, mas não inéditos. Nos últimos cinco anos, houve dois icebergs de tamanho semelhante na mesma área. Esses enormes icebergs são uma parte normal do ciclo de vida das camadas de gelo da Antártica, mas a perda acelerada de gelo desde 2000, atribuída às mudanças climáticas, é preocupante.
Pesquisadores alertam que um aumento na temperatura média global pode derreter gelo suficiente para elevar os oceanos em uma dúzia de metros, além do ponto sem retorno.