De acordo com a publicação, o Exército israelense pretende lançar uma ofensiva contra a Cidade de Gaza com o objetivo de deslocar para oeste, em direção à costa, a chamada "linha amarela" de demarcação prevista no cessar-fogo, ampliando assim o território sob seu controle.
Um diplomata árabe disse ao jornal que a operação não poderia ser realizada sem o apoio dos Estados Unidos.
A fonte acrescentou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não acredita que o desarmamento do movimento palestino Hamas vá ocorrer e, por isso, teria orientado as Forças de Defesa de Israel a preparar planos adequados.
Em dezembro, o membro sênior do escritório político do movimento, Ghazi Hamad, revelou à Sputnik que Israel violou o cessar-fogo com o movimento na Faixa de Gaza mais de 900 vezes nos últimos meses.
"É necessária uma avaliação detalhada da primeira fase da trégua em Gaza. O Hamas cumpriu integralmente todas as condições, enquanto Israel violou o cessar-fogo mais de 900 vezes, resultando em mortes de civis, ataques contra membros do movimento, demolição de casas, cruzamentos da linha de demarcação e o fechamento da passagem de Rafah", detalhou.
Segundo ele, as ações de Israel enfraquecem a confiança no compromisso de sua liderança em avançar para a segunda fase do acordo de trégua, conforme o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 13 de outubro, Trump, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram uma declaração sobre o cessar-fogo em Gaza.
O plano de paz de 20 pontos prevê na segunda fase a retirada de Israel de áreas adicionais de Gaza, o envio de uma Força Internacional de Estabilização e o estabelecimento de uma nova estrutura de governança, que inclui o Conselho de Paz liderado por Trump.