Segundo o comunicado divulgado pelo governo norte-coreano, o equipamento realizou um voo prolongado sobre áreas consideradas sensíveis por Pyongyang, registrando imagens por quase seis horas ao longo de mais de 150 quilômetros.
O Estado-Maior do Exército da RPDC classificou o episódio como uma grave violação de soberania e acusaram Seul de alimentar a escalada de tensões na península. "A Coreia do Sul é o inimigo, o mais hostil contra nós […]. Ela é uma cópia perfeita dos lunáticos de Kiev", disse a Defesa norte-coreana.
Em resposta, o Ministério da Defesa da República da Coreia alegou que o drone era feito de partes baratas, facilmente adquiridas no mercado civil, mas se comprometeu a investigar o caso.
Em novo comunicado, a vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un, disse não importar se o drone era militar ou civil. O ponto central é que "o espaço aéreo do país foi violado".
"No entanto, é necessário um esclarecimento detalhado sobre o caso do drone que cruzou a fronteira sul da nossa República vindo da República da Coreia."
Kim Yo-jong lembrou que incursões do tipo já foram realizadas no passado, e que o vizinho do sul se vangloriara de um "sistema de detecção e resposta a drones em tempo real baseado na mais recente tecnologia", ou seja, não deveriam desconhecer a incursão.
Drone derrubado pelas Forças Armadas da República Popular Democrática da Coreia
© Foto / KCNA
/ Dessa forma, as autoridades de Seul não podem se esquivar da responsabilidade. Segundo a declaração, insistir nessa versão apenas aumentaria o risco de novos confrontos.
"Se rotularem isso como uma ação de uma organização civil e tentarem afirmar que não se trata de uma violação da soberania, verão muitos drones sendo utilizados por organizações civis da Coreia do Norte. De qualquer forma, a recente infiltração de drones nos ajudou a entender melhor a Coreia do Sul, mais uma vez, um bando de arruaceiros e desordeiros."
O governo norte-coreano concluiu afirmando que a comunidade internacional deve identificar "quem realmente provoca a instabilidade" e advertiu que ações semelhantes poderão ter consequências mais amplas para a segurança regional.
"Se a República da Coreia optar por nos provocar novamente no futuro, jamais conseguirá lidar com as terríveis consequências que isso acarretará."