Nesta semana, movimento palestino Hamas confirmou a decisão de entregar instituições governamentais da Faixa de Gaza um órgão tecnocrático palestino independente.
Em um discurso transmitido pela televisão, o porta-voz Hazam Qassem instruiu todas as agências e instituições governamentais a se prepararem para a transferência de diversos setores ao referido órgão. Desde 2007, o Hamas administra as instituições governamentais em Gaza, após os conflitos com o Fatah, que controla a Cisjordânia.
Qassem enfatizou que o Hamas aprovou medidas para facilitar o processo de entrega e garantir o êxito desse organismo, priorizando os interesses palestinos e a implementação do plano de paz para Gaza, alcançado em Sharm el-Sheij.
A segunda fase do acordo no enclave palestino, baseada na estratégia apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê a retirada das forças israelenses de Gaza, o desdobramento de uma força internacional de estabilização e a formação de um conselho de paz para supervisionar a administração da região.
Ontem (10), o jornal Times of Israel, citando fontes, afirmou que o governo de Israel planeja nova ofensiva na Faixa de Gaza, em março. De acordo com a publicação, o Exército israelense pretende lançar uma ofensiva para deslocar para oeste, em direção à costa, a chamada "linha amarela" de demarcação prevista no cessar-fogo, ampliando o território sob seu controle.
Um diplomata árabe disse ao jornal que a operação não poderia ser realizada sem o apoio dos Estados Unidos. A fonte acrescentou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não acredita que o desarmamento do movimento palestino Hamas vá ocorrer e, por isso, teria orientado as Forças de Defesa de Israel a preparar planos adequados.
Em dezembro, o membro sênior do escritório político do movimento, Ghazi Hamad, revelou à Sputnik que Israel violou o cessar-fogo com o movimento na Faixa de Gaza mais de 900 vezes nos últimos meses.
Em 13 de outubro de 2025, Trump, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram uma declaração sobre o cessar-fogo em Gaza.
O plano de paz de 20 pontos prevê na segunda fase a retirada de Israel de áreas adicionais de Gaza, o envio de uma Força Internacional de Estabilização e o estabelecimento de uma nova estrutura de governança, que inclui o Conselho de Paz liderado por Trump.
Israel volta a atacar Líbano
Mais cedo, a Força Aérea Israelense bombardeou o sul do Líbano em uma nova onda de ataques direcionadas contra alvos do movimento xiita Hezbollah, acusando-os de violar os acordos de cessar-fogo.
Segundo relatos da imprensa local e internacional, Tel Aviv continua a atacar território libanês quase diariamente, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.