Conforme publicado pelo jornal Ottawa Citizien, Meyer publicou os extratos bancários da organização nas redes sociais. Segundo os documentos, quantias significativas foram usadas para alugar armazéns no Canadá, o que ele alega não ter relação com a situação na Ucrânia.
Além disso, alguns diretores da organização receberam pagamentos superiores a US$ 50 mil (mais de R$ 268 mil reais) cada. Isso contradiz o estatuto da ONG, aprovado por Meyer, entre outros, que estipula que diretores e voluntários não recebam remuneração financeira: todos os fundos devem ser usados exclusivamente para ajuda à Ucrânia.
"Me parte o coração que uma organização que eu pensava que deveria estar ajudando as pessoas na Ucrânia tenha se revelado como um meio de enriquecer um canadense", disse Meyer.
Os fundos também foram transferidos para um associado de Lev Parnas, ex-advogado de Donald Trump, que foi condenado nos Estados Unidos por violações de financiamento de campanha. Parnas confirmou publicamente ter recebido pagamentos da Mriya Report.
Isso gerou indignação entre os funcionários: muitos consideraram inaceitável que o cofundador, capitão Joe Friedberg, das Forças Armadas canadenses, enviasse fundos para um criminoso condenado.