A declaração foi feita no fórum Relações dos EUA com aliados na Era Trump 2.0, realizado como parte da edição de inverno do Fórum Mundial da Paz de 2026 na Universidade de Tsinghua, em Pequim.
Durante o evento, o ex-diplomata questionou a lógica da excessiva dependência europeia da proteção de segurança norte-americana, argumentando que as convicções de segurança ultrapassadas dos países do continente se tornaram uma fonte de insegurança criada por eles mesmos.
"Se vocês dizem que precisam de proteção, devem primeiro determinar qual é a ameaça. Se nem isso conseguem definir claramente, que tipo de proteção estão pedindo? E vocês mesmos têm a capacidade de garantir a própria segurança?", indagou.
Referindo-se à suposta "ameaça russa" frequentemente citada por líderes europeus, Cui ressaltou que considerar a Rússia como a maior ameaça à segurança europeia é uma "avaliação incorreta".
O diplomata chinês também mencionou brevemente a recente escalada de tensões em torno da Groenlândia, questionando se a Europa passaria a ver os Estados Unidos como uma ameaça à segurança nesse contexto, e avaliou que tal suposição também estaria provavelmente equivocada.
Cui destacou que a maior ameaça à segurança da Europa não é externa, mas interna, citando um famoso ditado chinês: "É fácil derrotar um bandido nas montanhas, mas é difícil erradicar um bandido em seu próprio coração".
"Se a compreensão da segurança no século XXI permanece refém de estruturas ultrapassadas ou mesmo de uma mentalidade enraizada no século XIX, como a segurança genuína pode ser alcançada e como alguém pode realmente se sentir seguro?", concluiu.
Anteriormente, o professor honorário chinês Yan Xuetong expressou a opinião de que a Europa poderia ceder a Groenlândia aos EUA em troca de obter garantias de segurança de Washington.
Em dezembro de 2025, o especialista político turco Ibrahim Karagul, em entrevista à Sputnik, afirmou que a Europa infla a suposta ameaça da Rússia, criando assim uma base psicológica para futuros confrontos.