Com validade de cinco anos, o memorando estabelece bases para cooperação técnica em geologia, exploração e mineração, incluindo troca de especialistas, programas de capacitação e compartilhamento de tecnologias. O texto também abre espaço para a participação do setor privado dos dois países em projetos de investimento, respeitando as legislações nacionais.
Entre os pontos centrais do acordo, está a possibilidade de criação de uma Aliança de Investimento em Mineração Brasil–Arábia Saudita, voltada à exploração, ao processamento e à agregação de valor a minerais considerados estratégicos. A iniciativa prevê articulação com órgãos governamentais e foco na formação de profissionais, como geólogos, engenheiros de minas e especialistas ambientais, além do uso mais eficiente dos recursos naturais.
"O Brasil está construindo alianças estratégicas com países que compartilham uma visão de futuro baseada em desenvolvimento, inovação e transição energética. A iniciativa é um passo concreto nessa direção, ao unir capacidade financeira, tecnologia e potencial geológico para gerar crescimento sustentável e oportunidades para os dois povos", afirmou o ministro Alexandre Silveira.
A cooperação também mira minerais ligados à transição energética, com interesse em projetos de processamento no Brasil, parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação e avanços em infraestrutura logística para o setor mineral.
As conversas dão sequência ao diálogo entre os dois governos sobre mecanismos financeiros, fundos de investimento e ampliação do comércio de insumos minerais, com destaque para fertilizantes.
"O acordo consolida a parceria entre o Brasil e a Arábia Saudita e amplia o horizonte de cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável, a segurança mineral e a transição energética", pontua a pasta.