Panorama internacional

Cinco sinais de que os EUA estão se preparando para a Terceira Guerra Mundial

A Sputnik Brasil lista indícios de que a postura belicista adotada pelos EUA sinaliza que o país está se armando para um novo conflito global de larga escala.
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Especulações sobre um terceiro grande conflito de proporção global há décadas assombram o imaginário popular e a escalada de violência em várias partes do mundo, com a ascensão de uma nova conformidade geopolítica mundial tripolar, elevaram esse temor.
Um dos indícios de que o mundo caminha para uma Terceira Guerra Mundial é a postura dos EUA, que vivenciam o fim de sua hegemonia global. A história mostra que a queda de um império nunca ocorre de forma pacífica e Washington vem dando todos os sinais de que está se preparando para um combate. Confira abaixo pontos que indicam que os EUA estão se preparando para uma Terceira Guerra Mundial.

Salto no gasto com defesa

Recentemente, o presidente estadunidense, Donald Trump, apresentou uma proposta para aumentar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8 trilhões) o orçamento da defesa dos EUA em 2027, um significativo salto em relação à cifra de US$ 900 bilhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) aprovada para este ano, que já configurava o maior valor da história do país.
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Em postagem nas redes sociais, ele justificou a proposta argumentando que "tempos perigosos" exigem um Pentágono muito maior e disse que o aumento nos gastos com defesa seria financiado com receitas de tarifas alfandegárias e possibilitaria a criação de um "exército dos sonhos".
O pedido de aumento reflete a necessidade de verba para mega projetos militares de Trump, como o sistema antimísseis Cúpula Dourada e o projeto de um novo navio de guerra, que não poderiam ser financiados com o orçamento atual.

Pressão por domínio territorial

O governo Trump tem entre suas principais metas garantir a soberania dos EUA sobre todo o Ocidente, firmando a região como a fatia de Washington na ascensão de uma nova configuração global tripolar, dividida com Rússia e China, principais adversários norte-americanos.
A corrida pelo domínio territorial é vista nas ações dos EUA sobre a América Latina, evocando a Doutrina Monroe para garantir o controle, expulsar a influência da China e ter domínio sobre recursos naturais da região.
Um exemplo é o caso da Venezuela, onde Trump já afirmou que quer o controle do petróleo do país. Em entrevista à mídia norte-americana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse: "Este é o nosso hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada".
Outro exemplo é a Groenlândia, alvo da ambição norte-americana para garantir o controle das rotas no Ártico, acirrando a tensão com Rússia e China, também presentes na região, apontada como um palco potencial de uma nova guerra global. Em 2023, os EUA expandiram de maneira unilateral e arbitrária os limites de sua plataforma continental no Ártico.

Tensão com o Irã

Meses após bombardear instalações nucleares no Irã, incluindo a usina de Fordow, crucial para o programa nuclear iraniano, Trump redobrou a aposta no acirramento da tensão com o país, atualmente envolto em uma onda de protestos que Teerã aponta ter sido fomentada por agentes infiltrados dos EUA e do Mossad israelense, que visam derrubar o governo do país.
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Recentemente, Trump usou as redes sociais para incentivar manifestantes a continuar protestando e afirmou que "a ajuda está a caminho", sugerindo uma ação norte-americana no Irã.
O Irã é o maior rival regional de Israel e Arábia Saudita, principais aliados dos EUA no Oriente Médio. Impedir a ascensão do país como principal potência do Oriente Médio consolidaria o domínio de Washington sobre a região.

Acirramento entre China e Taiwan

A questão envolvendo Taiwan é apontada como um potencial gatilho para a eclosão de um terceiro conflito global, e desde a gestão do ex-presidente Joe Biden os EUA vêm aumentando significativamente o envio de armas para a ilha, que detém a tecnologia para fabricação de chips e semicondutores essenciais para setores de tecnologia e defesa.
Recentemente, os EUA anunciaram o maior pacote de venda de armas para Taiwan, totalizando US$ 11 bilhões (cerca de R$ 58,96 bilhões). Um dado apontado por analistas é que os EUA deixaram de vender armas defensivas para Taiwan e passaram a vender armas de ataque, com mísseis capazes de atingir o território continental chinês. Segundo eles, isso sinaliza uma clara intenção de minar a paz e a estabilidade da região.

Retomada de testes nucleares

Em dezembro, o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, anunciou que os EUA vão renovar a tríade nuclear do país e retomar os testes nucleares "em pé de igualdade" com outros países.
O anúncio foi visto por analistas como uma tentativa de mostrar que o arsenal nuclear estadunidense seria relevante no caso de início da Terceira Guerra Mundial. A medida também acendeu o alerta na comunidade internacional, de que a ação poderia desencadear uma nova guerra em larga escala.
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