Citando os dados do relatório da agência de classificação de risco Moody’s, a mídia informa que o setor de data centers brasileiro, que reúne 200 empresas, renderá cerca de R$ 16,13 trilhões durante os próximos cinco anos.
Segundo a mensagem, o crescimento do setor é explicado pelo aumento do uso de tecnologias como inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais.
Os autores da publicação sublinham que atualmente o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking mundial de data centers e lidera o mercado na América Latina, concentrando cerca de 50% da infraestrutura instalada na região.
Conforme o Ministério das Comunicações brasileiro, o crescimento do setor de dados depende de fatores como o uso das fontes de energia renovável, os volumes de dados processados que chegam a data centers nacionais por canais internacionais, bem como a disponibilidade de água que é necessária para o resfriamento dos equipamentos.
Assim, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a política pública em elaboração tem como objetivo preparar o ambiente regulatório para a chegada de grandes investimentos no setor.
"O Brasil reúne condições únicas para se tornar um hub global de soluções digitais e serviços de data centers", disse o ministro.
O governo federal está desenvolvendo a Política Nacional de Data Centers, cujo objetivo é estimular a eficiência energética, promover a formação de mão de obra especializada, oferecer segurança jurídica e integrar os data centers às cadeias industriais nacionais.