Entende-se que as redes sociais de Michelle, assim como as do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), são uma espécie de termômetro para saber o que os eleitores do bolsonarismo apoiam ou desejam.
Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, Michelle se irritou com o anúncio de Flávio como candidato de Jair para as eleições deste ano. À época, a ex-primeira-dama havia visitado Jair, que não teria comentado sobre sua decisão.
Os aliados de Michelle entendem que a publicação de um vídeo de Tarcísio é um sinal de que a esposa de Jair ainda não está convencida sobre a candidatura do enteado para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os desentendimentos entre Michelle e Flávio começaram em novembro do ano passado, quando a ex-primeira-dama criticou a articulação entre a sigla e Ciro Gomes, que deixou o PDT e se juntou ao PSDB.
"Tenho orgulho de vocês, mas não dá para fazer aliança com alguém que é contra o maior líder da direita. Vamos trabalhar para eleger o Girão. Vocês se precipitaram nessa aliança", disse Michelle à época.
Na semana seguinte ao incidente, o PL realizou uma reunião de emergência e decidiu suspender o apoio a Ciro Gomes, além de revisar acordos firmados pelo ex-presidente em outros estados. O objetivo era evitar novos embates públicos como o protagonizado por Michelle e os filhos de Bolsonaro, que se tornaram visíveis após críticas à aproximação com Ciro, adversário histórico do ex-presidente.
De acordo com a apuração da Folha de S.Paulo, durante a reunião, Flávio reagiu às críticas da madrasta, acusando-a de autoritarismo, mas depois pediu desculpas e defendeu a união do grupo.