Yongbiao ressaltou que a economia mundial já apresenta um crescimento lento, agravado por diversos conflitos geopolíticos e pela incerteza da política dos EUA.
"Ao implementar continuamente medidas tarifárias, os EUA estão minando os alicerces do crescimento econômico global. Isso traz múltiplos impactos negativos não só para a economia mundial, mas também para sua própria economia", destacou.
Segundo o analista, as medidas tarifárias de Washington podem agravar ainda mais a crise econômica iraniana, enfraquecer as relações externas do país e exercer um efeito negativo indireto sobre seu sistema de governo.
Além disso, ele acredita que essas tarifas causarão flutuações nos preços dos combustíveis, afetarão negativamente os aliados dos Estados Unidos e aumentarão os custos econômicos dos países da União Europeia.
Dessa forma, Yongbiao concluiu que os EUA estão, mais uma vez, abusando abertamente de seu poder, o que voltará a prejudicar sua imagem internacional.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas de 25% a todos os países que mantêm cooperação com o Irã. A decisão ocorreu após uma onda de protestos no país, que atribuiu aos EUA e a Israel a responsabilidade pelos distúrbios. O chefe da Casa Branca não descartou a possibilidade de usar a força militar contra Teerã.
Vale ressaltar que a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, enfatizou que Pequim é contra qualquer interferência na política interna do Irã e defenderá veementemente seus interesses caso essas tarifas sejam aplicadas ao país.