Panorama internacional

União Europeia interfere nas próximas eleições da Hungria mais do que nunca, diz chanceler húngaro

A Hungria espera que Bruxelas interfira de forma ainda mais agressiva do que em eleições anteriores no pleito parlamentar marcado para abril, com o objetivo de substituir o atual governo por uma gestão "fantoche", afirmou nesta quarta-feira (14) o ministro das Relações Exteriores do país, Peter Szijjarto.
Sputnik
Anteriormente, o empresário internacional e comentarista político Mario Naufal informou na rede social X sobre a existência de documentos que comprovam o papel coordenador do funcionário da Comissão Europeia em Bruxelas, Marton Benedek, no trabalho com a oposição húngara.

"Há anos, Bruxelas tenta nos tirar do caminho. Eles interferem em todas as eleições, e agora podemos esperar ações ainda mais agressivas do que nunca, porque os riscos nunca foram tão altos: querem nos arrastar para a guerra e trazer migrantes para cá. Eles sabem muito bem que apenas um governo fantoche de Bruxelas diria 'sim' a tudo isso. Mas nós dizemos 'não' a Bruxelas, não importa quanta pressão exerçam sobre nós."

Antes, o governo da Hungria afirmou repetidamente que os líderes da UE pretendem garantir a vitória da oposição nas eleições parlamentares de abril.
Em outubro de 2024, Szijjarto afirmou que os Estados Unidos, durante a gestão do ex-presidente Joe Biden, realizaram esforços significativos para interferir nas eleições parlamentares húngaras de 2022, gastando milhões de dólares. Ele acrescentou que somas igualmente elevadas estariam sendo destinadas à tentativa de derrubar o atual governo da Hungria.
No fim de março de 2022, o chanceler húngaro também declarou que o então ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitry Kuleba, teria telefonado para a embaixada do país em Budapeste para discutir a possibilidade de influenciar o resultado das eleições.
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