De acordo com a publicação, físicos estudam esses raios gama há décadas, mas o mecanismo exato de sua geração permanecia um mistério. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey conseguiram identificar com precisão a fonte dessas partículas.
Os pesquisadores analisaram dados de uma das explosões mais fortes do ciclo solar, um evento da classe X8.2, ocorrido em 10 de setembro de 2017. Durante a explosão, foi detectada uma região compacta na atmosfera superior do Sol, contendo trilhões de elétrons com energias de alta magnitude.
"Essas partículas, cuja energia é medida em vários milhões de elétrons-volts, carregam centenas a milhares de vezes mais energia do que as partículas típicas de flashes e viajam a velocidades próximas à da luz", destaca a publicação.
Combinando dados de raios gama obtidos com o Telescópio Espacial Fermi da NASA com imagens de micro-ondas do Observatório de Rádio do Vale Owens do Caltech, na Califórnia, de propriedade do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, a equipe identificou com precisão a fonte dos raios gama.
Os cientistas concluíram que esse sinal pode ser explicado pela "radiação de freamento".
"A equipe associou a radiação gama a um processo chamado radiação de freamento, no qual partículas leves carregadas emitem luz de alta energia quando colidem com matéria na atmosfera solar", diz o texto.
No entanto, questões permanecem sem solução: os pesquisadores ainda não sabem se essas partículas são elétrons ou suas contrapartes de antimatéria, os pósitrons.
De qualquer forma, a descoberta ajudará a prever o comportamento das erupções solares que afetam o funcionamento de satélites, sistemas de comunicação e redes de energia na Terra.