Panorama internacional

Preocupação da União Europeia de que defesa aérea não consiga deter Oreshnik é grande, diz analista

A Europa começa a perceber que seus sistemas de defesa aérea e antimísseis podem ser insuficientes para neutralizar o míssil russo Oreshnik, e que o recente ataque pontual de retaliação contra alvos militares na Ucrânia influenciou os cálculos de segurança, avaliou em entrevista à Sputnik o especialista turco em política externa Arif Sabri Efendi.
Sputnik
Segundo o analista, a mudança na abordagem do Ocidente em relação à resolução do conflito na Ucrânia está ligada ao fato de que países europeus passaram a levar em conta as características do Oreshnik, empregado pela Rússia contra alvos ucranianos.

"O desenvolvimento, pela Rússia, de sistemas hipersônicos, incluindo o Oreshnik, coloca em xeque as doutrinas e soluções tecnológicas ocidentais nas áreas de defesa aérea e antimísseis. Complexos atualmente em uso, como o Patriot e o SAMP/T, podem se mostrar insuficientes para enfrentar ameaças desse tipo. A Europa começou a se dar conta disso", afirmou Efendi.

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Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia informou que suas forças usaram mísseis hipersônicos Oreshnik para um ataque massivo a alvos estratégicos na Ucrânia, em resposta a um ataque à residência do presidente Vladimir Putin.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que, como resultado do ataque, a Fábrica Estatal de Reparos Aeronáuticos de Lviv foi desativada. O míssil atingiu oficinas, depósitos de veículos aéreos não tripulados e a infraestrutura do aeródromo da unidade.
Na noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência de Putin na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os veículos aéreos não tripulados foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.
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