Anteriormente, o G7 declarou a possibilidade em impor restrições adicionais ao Irã caso este se oponha aos protestos no país. Os países manifestaram preocupação com os eventos no Irã e pediram a Teerã que demonstrasse moderação.
"O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena a declaração dos países do G7, que constitui interferência direta nos assuntos internos da República Islâmica. Teerã considera esta declaração uma clara evidência da posição falsa e dúbia dos países membros do G7, liderados pelos Estados Unidos, sobre a questão dos direitos humanos."
Segundo a Reuters, os ministros das Relações Exteriores do G7 instaram, na quarta-feira (14), as autoridades iranianas a exercerem total contenção, a absterem-se da violência e a respeitarem os direitos humanos e as liberdades fundamentais dos cidadãos do Irã.
"Estamos profundamente alarmados com o elevado número de mortes e feridos relatados", afirmou o G7. "Condenamos o uso deliberado da violência e o assassinato de manifestantes, a detenção arbitrária e as táticas de intimidação das forças de segurança contra os manifestantes", diz o comunicado.
Os protestos no Irã eclodiram no final de dezembro de 2025, em meio a preocupações com a inflação crescente provocada pela desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Desde 8 de janeiro, após apelos de Reza Pahlavi, as marchas de protesto se intensificaram.
Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia, embora as autoridades federais tenham declarado em 12 de janeiro que a situação estava sob controle. Uma fonte de segurança iraniana disse à Sputnik que mais de 500 pessoas, incluindo policiais e membros do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), foram mortas durante os distúrbios.