A votação foi encerrada neste domingo às 20h pelo horário local (17h em Brasília) e cerca de 46% dos mais de 11 milhões de portugueses aptos a votar foram às urnas, de acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna de Portugal. Cidadãos brasileiros residentes em Portugal com estatuto de igualdade de direitos políticos também puderam votar.
O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro, e será a primeira vez em quatro décadas que a eleição presidencial não é decidida no primeiro turno.
João Cotrim de Figueiredo, candidato de direita da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro lugar com 15,5% dos votos, enquanto o candidato independente Henrique Gouveia e Melo obteve 12,2%.
O cargo é atualmente ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que que foi reeleito duas vezes. Há menos de um ano, o país passou por eleições legislativas para o Parlamento e o primeiro-ministro.
Embora o presidente exerça funções mais cerimoniais no país europeu, tendo o primeiro-ministro papel mais decisivo no comando do Executivo, o presidente pode comandar as Forças Armadas, dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições.
Ex-líder do Partido Socialista, José Seguro aparece como favorito no segundo turno em confronto com Ventura, segundo pesquisas, devido ao alto nível de rejeição ao candidato da direita.
Ventura disputou as eleições presidenciais de 2021 e obteve 11,9% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Entretanto seu partido, Chega!, obteve 22,8% dos votos e 60 deputados nas legislativas de maio passado, superando o Partido Socialista como principal força da oposição ao governo do conservador Luis Montenegro.
A presidência tem mandato de cinco anos em Portugal e com direito à reeleição. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, concluirá seu segundo mandato em 9 de março, quando o presidente eleito tomará posse.