Segundo um alto integrante da OTAN, que falou à publicação sob condição de anonimato, autoridades de inteligência europeias "não estão falando abertamente" com os Estados Unidos por temerem que informações cheguem a Trump e possam ser usadas em uma tentativa de tomar a ilha pela força.
"Nós costumávamos tomar cerveja juntos, mas agora tudo está realmente estranho. Lutei no Iraque e no Afeganistão lado a lado com norte-americanos. Isso é extremamente perturbador de uma forma que eu nunca imaginei antes, porque é algo tão irreal e surpreendente", afirmou a fonte.
De acordo com a reportagem, uma fonte da inteligência do Reino Unido descreveu o agravamento das relações entre os Estados Unidos e seus aliados como "sem precedentes". O Reino Unido teria perdido o status de principal parceiro dos EUA no compartilhamento de inteligência e passou a ser visto por Washington apenas como "parte da Europa".
No último sábado (17), Trump anunciou que imporá tarifas adicionais de 10% a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, elevando-as para 25% em junho, caso os Estados Unidos não adquiram a Groenlândia.
Trump tem reiterado que a ilha, uma região autônoma que integra o Reino da Dinamarca, deveria estar sob controle dos Estados Unidos. Autoridades dinamarquesas e groenlandesas alertaram Washington contra qualquer tentativa de tomada do território, destacando que esperam respeito à sua integridade territorial.