Segundo o Financial Times, as medidas são preparadas para fortalecer a posição europeia antes de encontros com Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O objetivo é evitar uma ruptura na aliança ocidental, considerada vital para a segurança europeia.
A lista de tarifas, suspensa até 6 de fevereiro, voltou à mesa dos 27 embaixadores da UE, junto ao instrumento anticoerção (ACI), que pode limitar investimentos e serviços norte-americanos. O debate ganhou força após Trump ameaçar aplicar tarifas de 10% a países europeus envolvidos em exercícios militares na Groenlândia.
Diplomatas europeus classificaram as ações de Trump como "métodos mafiosos", mas defendem manter espaço para negociação. A França pressiona pelo uso do ACI, enquanto Paris e Berlim articulam uma resposta conjunta e coordenada também com o G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).
Apesar do apoio de vários países ao uso do ACI, a maioria defende o diálogo antes de retaliações diretas. Como sinal de pressão, os partidos no Parlamento Europeu adiaram uma votação que reduziria tarifas sobre produtos norte-americanos.
As conversas em Davos, inicialmente focadas na Ucrânia, foram ampliadas para tratar da crise sobre a Groenlândia. Autoridades europeias afirmam que as ameaças de Trump justificam o ACI, mas esperam que a pressão leve Washington a recuar.
Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA afirmou que a Europa é incapaz de garantir a segurança da Groenlândia e reiterou a exigência norte-americana de controle da ilha. Diante da escalada, o Conselho Europeu convocou uma reunião extraordinária e declarou estar pronto para se defender de qualquer forma de coerção.