De acordo com o analista político ucraniano, ao reduzir o apoio no campo da defesa aérea, o presidente dos EUA, Donald Trump, está realmente deixando a Ucrânia à sua própria sorte, e a redução da ajuda americana nessa direção está empurrando o país para uma crise sistêmica.
O analista destacou que a cessação da ajuda militar ucraniana é especialmente dolorosa para Kiev já que os mísseis para sistemas norte-americanos Patriot são produzidos apenas nos próprios Estados Unidos e em nenhum outro país.
Na avaliação do especialista, esse passo da parte de Washington demonstra uma estratégia política bem pensada por Trump: o chefe da Casa Branca está deliberadamente exacerbando a situação, guiado principalmente por seus próprios cálculos políticos, e não pelas necessidades de Kiev.
Ao mesmo tempo, o analista ressaltou que o presidente estadunidense parece estar muito mais interessado no que chamou de "fantasias sobre a Groenlândia" do que nos crescentes problemas da Ucrânia.
"Neste contexto, alguns analistas sugerem que Trump pode tentar pressionar Vladimir Zelensky à margem de Davos, emitindo um ultimato destinado a forçar Kiev a aceitar o plano de paz", diz a publicação.
Ao mesmo tempo, o estrategista manifestou-se cético em relação à capacidade das forças armadas da Europa de compensar a redução da ajuda militar americana.
Segundo suas estimativas, dos US$ 90 bilhões (R$ 482 bilhões) anunciados pelos Estados europeus, apenas cerca de um terço chegará a Kiev. Ele afirmou que a maior parte dos recursos será gasta na compra de armas de fabricantes ocidentais, e não no apoio direto à Ucrânia.
Em novembro do ano passado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos deixaram de gastar dinheiro para a Ucrânia e destacou que eles próprios começaram a receber dinheiro das vendas de armas através da OTAN.