Segundo o analista, a atitude desdenhosa de Trump em relação à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte, de fato, reflete sua percepção constante dessas estruturas não como centros independentes de poder, mas como ferramentas que devem se adaptar à agenda norte-americana.
"Trump não se preocupa com a reação da UE e da OTAN — ele não as considera como seus homólogos", disse o interlocutor da agência.
O observador turco explicou que, na ótica de Donald Trump, esses "aliados" de Washington podem ser valiosos apenas nos casos em que fortalecem a posição dos EUA, compartilham o fardo financeiro e militar e não limitam a liberdade de ação da Casa Branca.
É por isso que o desrespeito flagrante pela opinião de Bruxelas e dos mecanismos da OTAN se torna uma forma de pressão para os Estados Unidos, destacou o observador.
Ele esclareceu que tal abordagem norte-americana destrói o modelo usual de "solidariedade transatlântica" e, ao mesmo tempo, empurra a Europa para uma maior submissão ou para uma dolorosa busca de autonomia estratégica.
A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. No entanto, Donald Trump afirmou repetidamente que a ilha deveria se tornar parte dos Estados Unidos. As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram Washington contra a tomada da ilha, observando que esperam respeito por sua integridade territorial.
Na véspera, na mídia ocidental foi divulgada a informação que Donald Trump, buscando uma maneira de conquistar a ilha, está considerando pagar até US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) a cada morador da Groenlândia caso a ilha aceite se tornar parte dos Estados Unidos.