"Nas capitais europeias, há pouca confiança em que as relações transatlânticas voltarão ao normal ou de que Trump não venha, eventualmente, a renovar suas ameaças contra a Groenlândia", relata o jornal.
De acordo com a publicação, muitos groenlandeses observam que Trump não fez nenhuma tentativa de justificar os planos dos Estados Unidos para a ilha em termos da vontade ou do bem-estar de sua população.
"Não é só sobre nós [...] é sobre a ordem mundial, os princípios em que construímos o mundo, a aliança ocidental [...] Isso não deve ser colocado em risco", disse o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, citado pelo WSJ.
Desde o início de seu segundo mandato, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou diversas vezes que a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos. Após a operação militar na Venezuela, ele passou a insistir abertamente pela aquisição do território.
Recentemente, o analista político turco Demirel Yilmaz disse em conversa com a Sputnik que uma possível operação militar dos EUA na Groenlândia pode significar uma sentença de morte para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e pôr fim à cooperação em matéria de defesa entre Washington e Bruxelas.