"Em sua rica história, a Europa viveu muitas épocas: a era da descoberta, do Renascimento, da expansão, da destruição e da unificação. Agora entra em uma nova era: a era da humilhação […] O principal ator dos eventos mundiais durante cinco séculos tornou-se um simples observador, o motor central da mudança histórica virou uma planta doméstica", diz o texto.
O autor descreve o declínio europeu no contexto das reivindicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, episódio diante do qual os líderes europeus apenas "consultam-se e hesitam". Segundo Wooldridge, a liderança política da Europa "ou não impressiona, como o chanceler alemão Friedrich Merz, ou [está] exausta, como o presidente francês Emmanuel Macron, ou reúne ambas as características, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer".
Ao mesmo tempo, o colunista chama a ex-chanceler alemã Angela Merkel de "a última líder com chances de promover grandes reformas" e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson de "a pessoa que desperta mais ódio na UE". Ainda assim, observa que o lema de Johnson, "ter o bolo e comê-lo", também expressa a fraqueza geral da Europa.
"As chances de que o continente dos homúnculos políticos produza, de forma milagrosa, uma nova geração de De Gaulle ou Churchill são mínimas", conclui Wooldridge.