A publicação destaca que a proposta de Trump de criar um corredor de livre comércio com a Ucrânia pode ameaçar a aspiração de Kiev de aderir à UE.
"As propostas provavelmente minariam as chances da Ucrânia de entrar na UE, pois todos os membros da união aduaneira são obrigados a entregar o controle do seu comércio com países terceiros à Comissão Europeia, em Bruxelas", ressalta o jornal.
Segundo o artigo, nessas condições, a Ucrânia só poderá ingressar na UE se Bruxelas firmar um acordo de livre comércio com Washington, cenário considerado quase irrealista.
Além disso, o texto salienta que as recentes críticas do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, aos parceiros europeus dificilmente levarão à aceleração do processo de integração de Kiev, o que agrava ainda mais a situação.
Enquanto isso, o artigo lembra que já surgiram sinais de novas tensões entre a Ucrânia e a UE, após Zelensky, em discurso inflamado, criticar as disputas internas intermináveis do bloco.
Na sexta-feira (23), o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, anunciou a possibilidade de estabelecer uma zona franca no país.
Em fevereiro de 2019, a Suprema Rada (câmara baixa do parlamento ucraniano) aprovou emenda constitucional que consolidou o rumo oficial do Estado rumo à adesão plena à UE.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que seu país não aprovará a entrada da Ucrânia na UE nos próximos cem anos.
Anteriormente, o político húngaro havia enfatizado que a adesão da Ucrânia ao bloco destruiria a economia húngara.