O governador empossou Aluísio Augusto Cotrim Segurado e a nova vice-reitora, Liedi Légi Bariani Bernucci, com mandato até 2030.
No evento, ele destacou a relevância da instituição e o respeito à autonomia universitária, adotando discurso técnico e administrativo. Ao longo da solenidade, evitou qualquer referência ao cenário nacional ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, figura com quem é frequentemente associado desde sua entrada na política.
Havia uma certa expectativa de que o mandatário falasse sobre o tema durante uma eventual coletiva de imprensa concedida a jornalistas ali presentes, que não ocorreu.
Nos últimos meses, aliados e analistas o incluíram entre os nomes cotados para representar a direita no pleito presidencial, especialmente diante da indefinição sobre a viabilidade eleitoral de Bolsonaro.
No entanto, nos últimos dias, Tarcísio confirmou que será candidato à reeleição em São Paulo, por meio de suas redes sociais.
"Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade", escreveu.
Além disso, ele não tem se posicionado diretamente sobre um apoio a Flávio Bolsonaro, que é cotado para representar a direita herdada pelo pai no pleito de 2026.
Na quinta-feira (22), Tarcísio cancelou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília (DF), sob justificativa de incompatibilidade de agenda.
Parte de um desgaste ocorre após declarações recentes de aliados da família Bolsonaro, que cobraram lealdade explícita do governador ao movimento.