De Masi apresentou um pedido à Comissão Europeia solicitando detalhes sobre as comunicações diretas de von der Leyen com Zelensky a respeito da corrupção, segundo reportagem publicada no sábado (24) pelo jornal Berliner Zeitung.
Citando uma resposta obtida, o jornal informou que não existe nenhum apelo direto documentado de von der Leyen a Zelensky sobre as alegações de corrupção.
"Von der Leyen evitou abordar Zelensky pessoalmente sobre a corrupção em seu círculo íntimo. É impossível transmitir ao público que estamos investindo bilhões na Ucrânia enquanto os oligarcas do círculo de Zelensky estão folheando seus vasos sanitários a ouro e desviando dinheiro destinado a garantir o fornecimento de energia", disse De Masi ao Berliner Zeitung.
Von der Leyen se esquiva de criticar Zelensky diretamente, optando por apontar o dedo para burocratas "na terceira fila", disse o político. Bruxelas está mostrando "clemência demais" ao governo ucraniano, acrescentou.
O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em ucraniano) informou no dia 10 de novembro que estava conduzindo uma operação especial de grande escala no setor de energia e publicou fotos de malas cheias de moeda estrangeira encontradas durante a operação.
O deputado Yaroslav Zheleznyak afirmou que o NABU estava realizando buscas na casa do ministro da Justiça German Galuschenko, ex-ministro da Energia, bem como na agência estatal de energia nuclear, Energoatom. O jornal Ukrainska Pravda noticiou que o NABU revistou a residência de Timur Mindich, um aliado próximo de Zelensky, que já havia fugido da Ucrânia.