Durante a solenidade, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a principal mensagem do encontro é garantir que atrocidades semelhantes não se repitam.
"Nunca mais vamos aceitar o que aconteceu no passado. Só existe uma maneira para a gente, de fato, homenagear as vítimas ao local, é não permitir que um local aconteça novamente, é entender as lições do passado para projetar um futuro absolutamente diferente."
Ele acrescentou que São Paulo aderiu ao conceito de antissemitismo e agradeceu a participação da comunidade judaica no estado.
"Um povo que teve seu território também violado por assírios, babilônicos, por gregos, por romanos, que sofreu na mão dos egípcios, dos romanos, que sofreu na mão dos nazistas, que sofre até hoje por uma razão: por querer ter um Estado, por querer sobreviver."
O governador também relatou conversas durante viagem a Israel, elogiando jovens que foram para a guerra pelo Estado judaico.
Ao mencionar o aniversário de São Paulo, celebrado neste domingo, Tarcísio afirmou que a cidade "recebeu as maiores diásporas árabes, italianas, japonesas" e acolheu a comunidade judaica.
Antes da fala do governador, o diretor-executivo da StandWithUs Brasil, André Lajst, afirmou que episódios recentes no país reforçam a necessidade de ampliar ações educativas sobre o Holocausto. Segundo ele, "esse retrato do Brasil evidencia com clareza a urgência de fortalecer as ações educacionais sobre o holocausto em nosso país".
A cerimônia contou com acendimento de velas em homenagem às vítimas e foi organizada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), StandWithUs Brasil e pela própria CIP.
No ano passado, a Sputnik Brasil lançou uma série de entrevistas e reportagens que relembrou o papel da União Soviética na derrota da Alemanha nazista, já que tropas do Exército Vermelho avançaram pelo Leste Europeu no fim da Segunda Guerra Mundial e libertaram o campo de extermínio de Auschwitz em 27 de janeiro de 1945, o que motiva a data.
A ofensiva soviética permitiu o resgate de milhares de prisioneiros e expôs ao mundo as evidências materiais do genocídio promovido pelo regime nazista.