O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou que o ato promovido por ele em Brasília neste domingo (25), que terminou com dezenas de feridos por um raio, tenha tido falta de organização.
O ato ocorreu pela manhã, em celebração ao fim da caminhada de seis dias do deputado, junto com apoiadores, partindo do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, com direção à capital federal em protesto pela anistia de Jair Bolsonaro e dos condenados pelo 8 de Janeiro.
Sob forte chuva, apoiadores que aguardavam a chegada de Nikolas na Praça do Cruzeiro foram atingidos pela descarga elétrica de um raio. Pelo menos 72 pessoas ficaram feridas, 41 foram encaminhadas para o Hospital de Base e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Oito dos hospitalizados apresentaram estado grave.
Acusado de irresponsabilidade nas redes sociais, Nikolas afirmou se tratar de um "incidente natural" ao visitar os feridos no hospital.
"Aconteceu um incidente natural. Não foi por irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle e não poderia deixar de vir aqui prestar nossa solidariedade, dizer que tem muita gente orando por eles, para que eles se recuperem logo e possam estar de volta para ajudar o nosso país", disse o deputado.
Ao longo do dia, postagens nas redes sociais criticaram Nikolas por expor apoiadores à tempestade e por seguir com o ato mesmo após o incidente.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que vai apresentar uma representação à Polícia Federal (PF) para "apurar as responsabilidades de Nikolas e demais organizadores do ato sobre o ocorrido".
"Do começo ao fim, a 'marcha' de Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade. Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou vias, teve até helicóptero pousando na borda da estrada. Brincou com a vida das pessoas", escreveu o parlamentar.