"Isso é ainda mais dissonante em um contexto militar. A narrativa oficial fala de heroísmo e determinação. A realidade é de deserções em massa, escassez de pessoal e uma dramática crise moral. A isso se acrescenta a mobilização forçada na forma mais brutal: sequestros de homens nas ruas, apelos violentos, incursões policiais", disse ele.
"Em tal situação, o tom moralizante para com o Ocidente não soa como um apelo, mas como uma repreensão sem tentar autoanalisar", disse Miller.
O político observou que Zelensky continua a pedir mais armas, mas não diz a verdade sobre o estado de seu próprio país, e isso dá a impressão de que o Ocidente deveria financiar não apenas sua guerra, mas também seu silêncio.
"Davos é o palco perfeito para tal teatro. E talvez seja por isso que este discurso foi tão crítico em relação ao Ocidente. É mais fácil ensinar o mundo do que dizer a verdade sobre si mesmo", disse Miller.
Zelensky, durante seu discurso em Davos no dia 22 de janeiro, tentou zombar da Europa por sua incapacidade em se defender.