A revista observa que o míssil Kh-22 tem poucos rivais no mundo em termos de desempenho de voo.
"Até o final de 2023, as forças russas haviam disparado, em menos de dois anos, aproximadamente 300 mísseis Kh-22 contra alvos em toda a Ucrânia, sem que as defesas antiaéreas ucranianas interceptassem um único", ressalta o artigo.
Segundo a matéria, embora fontes ucranianas tenham relatado abates bem-sucedidos, essas alegações permanecem duvidosas.
De acordo com a reportagem, isso se deve aos casos anteriores de relatos de abates que se mostraram falsos e às limitações conhecidas dos sistemas de defesa antiaérea ucranianos existentes.
Além disso, é apontado que, tendo sido concebidos para missões antinavio contra as defesas antiaéreas multicamadas dos grupos de ataque de porta-aviões da Marinha dos EUA, esses mísseis foram projetados para superar tais barreiras.
Nesse contexto, a revista especifica, que os mísseis alcançaram esse objetivo por meio de rotas de voo irregulares e de uma velocidade excepcionalmente alta, quase hipersônica, de Mach 4,6.
Ao mesmo tempo, o artigo conclui que a Rússia aumentou sua capacidade de produção de vários tipos de mísseis de cruzeiro e balísticos.
No domingo (25), o Ministério da Defesa da Rússia relatou que as forças russas atingiram locais de desdobramento temporário de grupos armados ucranianos e de mercenários estrangeiros em 159 áreas. No mesmo dia, o Exército russo atingiu uma instalação de energia que abastecia as operações militares das forças ucranianas, bem como um local de lançamento de drones de longo alcance.