Na resolução aprovada na quinta-feira (22), o Parlamento Europeu acusou o governo iraniano de violar os direitos humanos durante os recentes distúrbios no país e pediu a designação do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como organização terrorista.
Segundo informações da agência chinesa Xinhua, os parlamentares iranianos descreveram a resolução como um "claro exemplo de intervenção" nos assuntos internos do Irã, acrescentando que a sua adoção visava encobrir a falha do Parlamento Europeu em lidar com os problemas internos da União Europeia.
O comunicado observou que havia provas confiáveis de que os grupos "terroristas" que incitaram os distúrbios no Irã estavam em contato "direto e organizado" com os serviços de inteligência de certos países, que lideraram e apoiaram o assassinato de iranianos durante os distúrbios.
Os parlamentares iranianos enfatizaram que o Parlamento Europeu e os governos europeus "intrometidos" têm responsabilidade legal e política direta por apoiar e facilitar ações "terroristas" contra o Irã e devem ser responsabilizados.
A declaração acrescentou que a designação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) pelo Parlamento Europeu, "que desempenhou o papel mais significativo no combate ao terrorismo na região da Ásia Ocidental", como organização terrorista, é uma "acusação injusta".
Os protestos no Irã eclodiram no final de dezembro de 2025, em meio a preocupações com a inflação crescente provocada pela desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Desde 8 de janeiro, após apelos de Reza Pahlavi, as marchas de protesto se intensificaram.
Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia, embora as autoridades federais tenham declarado em 12 de janeiro que a situação estava sob controle. Uma fonte de segurança iraniana disse à Sputnik que mais de 500 pessoas, incluindo policiais e membros do IRGC, foram mortas durante os distúrbios.