Ciência e sociedade

Astrônomos provam pela 1ª vez ligação de estrela em formação e supernova (FOTO)

A supernova Vela Junior, também conhecida como RX J0852.0-4622, explodiu há alguns milhares de anos, deixando para trás uma nebulosa brilhante, mas os cientistas não conseguiram responder quão longe estava e qual era o tamanho da explosão. Isso mudou com a descoberta de uma estrela ainda em formação, a Ve 7-27.
Sputnik
Usando o multiespectrômetro MUSE, do Telescópio de Rastreio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), os astrônomos capturaram a primeira imagem detalhada de Ve 7-27. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

"Essa é a primeira prova que liga uma estrela recém-nascida aos restos de uma supernova", disse o doutor Samar Safi-Harb, astrofísico da Universidade de Manitoba, avança Sci.News.


"Isso nos permite resolver um debate de décadas e determinar quão longe está a Vela Junior, quão grande é e quão poderosa a explosão realmente foi", acrescentou.

Analisando o gás que flui de Ve 7-27, Safi-Harb e seus colegas descobriram que ele carrega a mesma impressão química do material da supernova Vela Junior. Essa combinação confirma que os dois objetos estão fisicamente ligados, permitindo aos astrônomos finalmente determinar a distância de Vela Junior. Descobriu-se que a supernova está aproximadamente a 4.500 anos-luz de distância.
Primeira imagem detalhada da estrela em formação Ve 7-27

"O gás que estamos vendo nessa jovem estrela tem a mesma assinatura química que a estrela que explodiu há muito tempo", disse o astrofísico.

As descobertas mostram que a Vela Júnior é maior, mais energética e expande-se mais rapidamente do que os cientistas acreditavam anteriormente, colocando-a entre os remanescentes de supernova mais poderosos da nossa galáxia.

"A estrela é composta por camadas, como uma cebola. Quando ela explode, essas camadas são espalhadas no espaço. O que descobrimos é que essas camadas estão agora aparecendo no jato de uma estrela bebê nas proximidades", concluiu o especialista.
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