Usando o multiespectrômetro MUSE, do Telescópio de Rastreio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), os astrônomos capturaram a primeira imagem detalhada de Ve 7-27. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.
"Essa é a primeira prova que liga uma estrela recém-nascida aos restos de uma supernova", disse o doutor Samar Safi-Harb, astrofísico da Universidade de Manitoba, avança Sci.News.
"Isso nos permite resolver um debate de décadas e determinar quão longe está a Vela Junior, quão grande é e quão poderosa a explosão realmente foi", acrescentou.
Analisando o gás que flui de Ve 7-27, Safi-Harb e seus colegas descobriram que ele carrega a mesma impressão química do material da supernova Vela Junior. Essa combinação confirma que os dois objetos estão fisicamente ligados, permitindo aos astrônomos finalmente determinar a distância de Vela Junior. Descobriu-se que a supernova está aproximadamente a 4.500 anos-luz de distância.
"O gás que estamos vendo nessa jovem estrela tem a mesma assinatura química que a estrela que explodiu há muito tempo", disse o astrofísico.
As descobertas mostram que a Vela Júnior é maior, mais energética e expande-se mais rapidamente do que os cientistas acreditavam anteriormente, colocando-a entre os remanescentes de supernova mais poderosos da nossa galáxia.
"A estrela é composta por camadas, como uma cebola. Quando ela explode, essas camadas são espalhadas no espaço. O que descobrimos é que essas camadas estão agora aparecendo no jato de uma estrela bebê nas proximidades", concluiu o especialista.