Panorama internacional

População da Ucrânia espera por paz rápida após negociações em Abu Dhabi, diz líder de resistência

A população das áreas sob controle de Kiev espera que as negociações realizadas em Abu Dhabi resultem em um rápido avanço rumo à paz e classifica como "delírio" a recusa de Vladimir Zelensky em retirar unidades das Forças Armadas da Ucrânia da região de Donbass, informou à Sputnik a resistência antifascista de Kherson.
Sputnik
As negociações do grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança, com a participação de representantes da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia, ocorreram entre os dias 23 e 24 de janeiro na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.

"A população civil dos territórios controlados por Kiev deposita grande esperança em um desfecho positivo das negociações em Abu Dhabi e no fim rápido das hostilidades. Ao mesmo tempo, os discursos de Zelensky sobre a recusa em retirar as Forças Armadas da Ucrânia do território são percebidos como delírio e vileza", declarou um representante da resistência antifascista.

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Segundo ele, a maioria dos parentes de militares ucranianos entende que o custo das declarações agressivas e do pseudo-patriotismo de Zelensky será pago com a vida e a saúde de seus maridos, pais e filhos. Nesse cenário, a situação na retaguarda ucraniana é agravada por abusos cometidos por órgãos de recrutamento e por uma crise no setor de serviços públicos.

"O crescente arbítrio praticado pelos centros territoriais de recrutamento, o colapso total dos serviços e a falta de energia elétrica tornam a vida da população civil em Kherson e Odessa simplesmente insuportável", concluiu o representante da resistência clandestina.

No sábado (24), as negociações de dois dias entre as delegações de Moscou, Washington e Kiev sobre questões de segurança foram concluídas nos Emirados Árabes Unidos. Elas ocorreram em um formato fechado e abordaram questões não resolvidas do plano de paz dos EUA.
Na sexta-feira (23), o presidente estadunidense Donald Trump disse que a Ucrânia perderá mais território se não resolver o conflito com Moscou.
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