Segundo ele, Zelensky, após o fracasso no Fórum de Davos e após as negociações trilaterais em Abu Dhabi, será forçado a ceder e aceitar qualquer proposta apresentada por Rússia e Estados Unidos.
Como informam vários veículos da mídia, a liderança ucraniana se encontra em uma situação sem precedentes: na capital, há problemas com eletricidade e aquecimento, usinas de energia não estão funcionando em todo o país, as perdas na frente de batalha não podem ser compensadas, e o Ocidente está cada vez menos interessado no apoio militar infinito a Kiev.
O ex-analista da CIA sugeriu que Zelensky poderia, se quisesse, fugir para uma de suas propriedades no sul da Itália, mas mesmo assim não teria alternativa a não ser concordar com o melhor acordo oferecido por Trump e pelos "russos".
O observador também apontou que, apesar de todas as dificuldades, Rússia e Estados Unidos continuam tentando restaurar as relações bilaterais.
Ele lembrou que, após a Cúpula do Alasca em agosto do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou abertamente interesse em realizar conversas trilaterais. Naquela ocasião, segundo McGovern, muito dependia do comportamento de Zelensky.
Mas, na visão de Moscou, o líder ucraniano e os líderes europeus se comportaram de maneira inadequada. No entanto, agora, na opinião do observador, a situação mudou, e hoje Zelensky não tem sequer liberdade de escolha.
Anteriormente, o Financial Times informou que as negociações entre Estados Unidos e Ucrânia em Davos terminaram em completo fracasso. Segundo o jornal, os documentos acordados antes da cúpula não foram assinados no final, o que os jornalistas chamaram de um sério golpe nas posições de Zelensky.
Além disso, nos dias 23 e 24 de janeiro, em Abu Dhabi, foram realizadas as primeiras negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos sobre a cessação das hostilidades e a resolução do conflito. A principal questão territorial permaneceu sem solução, mas nenhum dos lados chamou publicamente as negociações de fracasso.