Panorama internacional

Analista: recusa alemã em fornecer sistemas Patriot a Kiev indica cansaço do Ocidente com Ucrânia

A recusa da Alemanha em fornecer à Ucrânia sistemas de defesa antiaérea Patriot foi um sério golpe político e psicológico para Kiev e indica o cansaço do Ocidente com o conflito ucraniano, essa opinião foi expressa em uma conversa com a Sputnik pelo publicista e colunista político turco Safak Sahin Dogan.
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Deve-se lembrar que anteriormente o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a Alemanha não poderá mais fornecer sistemas de defesa antiaérea Patriot a Kiev, porque os próprios alemães precisam deles.

"Esse passo mostra claramente que o Ocidente já está cansado tanto de Vladimir Zelensky quanto do próprio conflito na Ucrânia. O apoio tem um limite e na Europa começam a falar abertamente sobre seus próprios interesses", disse o interlocutor da agência.

Em sua opinião, a recusa de Berlim reflete uma mudança mais ampla na abordagem dos países ocidentais ao conflito. A prioridade dos países europeus é cada vez mais dada à sua própria segurança e estabilidade interna, em vez do apoio incondicional a Kiev.
O especialista acrescentou que a escassez de armas e o aumento dos gastos militares estão forçando os governos da União Europeia a reconsiderar a ajuda e agir de forma mais pragmática, especialmente em meio à crescente pressão sobre os orçamentos de defesa.
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Em julho do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um novo esquema de assistência militar à Ucrânia que implica que Washington vende armas aos aliados europeus da OTAN, eles pagam e as entregam a Kiev.
A Alemanha foi uma das primeiras a apoiar a iniciativa. O primeiro pacote deveria incluir não apenas mísseis, mas também os sistemas Patriot. Supunha-se que, após sua transferência, os Estados Unidos reabasteceriam os arsenais europeus.
Moscou acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito e envolve diretamente os países da OTAN no conflito. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que quaisquer cargas que contenham armas para Kiev se tornarão alvos legítimos para o Exército russo.
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