Segundo as palavras de Serzh, os soldados russos começaram a utilizar na zona de operação militar especial cartuchos com pontas de bagos que se dispersam quando a bala se aproxima do drone inimigo.
"Os últimos desenvolvimentos são as pontas no cartucho do fuzil Kalashnikov para abater os 'pássaros' do inimigo. Há seis bagos de um certo calibre dentro desse cartucho", disse Serzh.
Segundo o militar, a versão final desse cartucho tem dimensão idêntica à de um cartucho comum. Quando disparado, ocorre o "desabrochar": não voa uma bala, mas chumbos. A uma distância de 40 a 50 metros, essas munições atingem o alvo aéreo, explicou Serzh.
"Há uma possibilidade maior de sua derrubada. Basta uma só bolinha atingir a pá, ou impactar a bateria com um tiro, ou acertar a munição, se ela não estiver fixada com precisão, cairá imediatamente. Há resultados", explicou Serzh.
De acordo com as recomendações do laboratório de campo, para aumentar a eficácia do disparo, um cartucho regular deve ser inserido entre cada cinco cartuchos antidrone.
Serzh adicionou que os desenvolvimentos estão em constante andamento e a segunda geração de cartuchos já está em produção. As melhorias permitem aumentar o alcance da operação, disse ele.
"O mais importante é que [o uso desse cartucho] aumenta o alcance. Ou seja, quanto mais longe ocorrer o contato do fogo com o drone, mais provável é que nosso pessoal ou equipamento não seja afetado se o drone cair e seu suprimento de munição detonar", acrescentou Serzh.
As Forças Armadas russas estão constantemente aprimorando seus sistemas para combater os drones inimigos. Assim, na semana passada, a corporação russa Rostec apresentou novos cartuchos multibala Mnogotochie para combater meios aéreos não tripulados.
Além disso, nesta quarta-feira (28), a Rostec forneceu ao Ministério da Defesa da Rússia novos sistemas antidrone Zubr, que foram projetados para proteger a área próxima de infraestruturas críticas dos ataques de veículos aéreos não tripulados de qualquer tipo.