A especialista disse que a sociedade cubana leva todas as ameaças da Casa Branca a sério porque o comportamento do governo norte-americano é sempre imprevisível. Por isso, o povo cubano tem que se preparar para uma luta diplomática e para defender o seu país em qualquer esfera, afirmou ela.
Na avaliação de Goicochea, o atual governo estadunidense fala em suas intenções de "derrotar Cuba" sem pensar nas consequências de uma ação militar contra a Ilha da Liberdade.
"Tudo isso cria uma situação difícil, mas estamos prontos para enfrentá-la. Somos uma sociedade civil inspirada na Carta das Nações Unidas. Queremos proteger o povo cubano da guerra e, portanto, estamos trabalhando pela paz e pelo desenvolvimento sustentável", destacou.
A especialista observou que, embora tenha havido outros momentos de tensão na história, como a Crise do Caribe de 1962, hoje a situação atual é marcada por um contexto político internacional condicionado pela expansão da OTAN, a adesão a ela de Estados considerados neutros e seu fortalecimento de sentimentos de "direita".
Ela avaliou as recentes ações dos Estados Unidos como um completo desrespeito à vida e à segurança de milhões de crianças, jovens, idosos e mulheres que vivem na ilha. Ela lembrou que o povo cubano vive já há mais de seis décadas um bloqueio brutal, criminoso e ilegal nos campos da economia, do comércio, das finanças e da tecnologia.
Desde 3 de janeiro, quando as forças especiais dos EUA levaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores a Nova York, Donald Trump intensificou suas ameaças contra Cuba.
Na semana passada, o jornal The Wall Street Journal informou que o governo Trump estabeleceu como meta implementar uma mudança de regime em Cuba até o final do ano. A administração Trump estaria agora buscando, dentro do governo cubano, alguém que possa ajudar a realizar essa operação, acrescentaram os autores do artigo no jornal.
Devido à possível intervenção dos EUA nos assuntos internos de Cuba, as autoridades do país decidiram reforçar o treinamento militar para proteger o país de uma eventual intervenção.