De acordo com o jornal estadunidense, autoridades argentinas visam finalizar ainda neste mês o acordo de "terceiro país" com os EUA.
Um acordo de "terceiro país" com a Argentina reforçaria a intenção do presidente Donald Trump de deportar milhões de imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. Seu governo tem buscado intensificar as remoções para países do tipo, incluindo Sudão do Sul, Essuatíni, El Salvador, Costa Rica e Panamá.
Embora a Argentina tenha historicamente adotado uma política de imigração relativamente aberta, o presidente do país sul-americano, Javier Milei, aliado próximo de Trump, tem buscado endurecer as regras migratórias, reprimindo imigrantes com antecedentes criminais e exigindo que viajantes tenham cobertura de seguro de saúde.
Dois estadunidenses foram mortos neste ano por agentes Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) responsáveis por capturar imigrantes ilegais.
O número de estadunidenses a favor de dissolver o ICE superou o daqueles que são contrário segundo pesquisa da YouGov realizada em 25 de janeiro, logo após agentes do órgão matarem um homem em Minneapolis. Dos 3.359 entrevistados, 46% apoiam dissolver o ICE, enquanto 41% são contra. Outros 12% não se posicionaram.
Desde meados do ano passado, milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos para protestar contra políticas migratórias do governo Donald Trump, com atos registrados em cidades como Nova York e San Francisco.
Durante o primeiro ano da segunda administração de Donald Trump, os EUA registraram a maior saída líquida de migrantes das últimas cinco décadas, segundo um relatório da Brookings Institution. O estudo aprofunda que a pressão demográfica para baixo decorrente da migração líquida negativa tem implicações importantes para a macroeconomia.
Em 2023, havia 47,8 milhões de imigrantes residindo nos Estados Unidos, segundo dados da mais recente Pesquisa da Comunidade Americana (ACS), do Departamento do Censo, que representava 14,3% da população.