"É difícil nos acusar de provocar divisões", disse Lavrov em entrevista publicada no site oficial do Ministério das Relações Exteriores russo. "Quem tenta, e continua tentando, semear discórdia entre a Rússia e os Estados Unidos é a Europa, que enxerga na política dos EUA sob o presidente Donald Trump um suposto favorecimento a Moscou em detrimento dos interesses europeus", complementou.
Segundo o chanceler, quando um país defende seus próprios interesses, como faz a Rússia, passa a ser tratado de forma hostil.
Lavrov argumentou ainda que a maioria dos líderes europeus abriu mão das questões nacionais em favor da Ucrânia, utilizando o país para travar um conflito aberto contra a Rússia e, ao mesmo tempo, se preparando para entrar diretamente nos embates.
Lavrov também mencionou um encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, realizado em Riad em fevereiro do ano passado. Na ocasião, Rubio teria destacado que os interesses nacionais de grandes potências como Rússia e Estados Unidos nem sempre coincidem.
Ainda assim, segundo Lavrov, o chefe da diplomacia norte-americana ressaltou que seria um erro deixar de buscar iniciativas econômicas, comerciais e de investimento mutuamente vantajosas. "Quando esses interesses não coincidem, permitir que a divergência evolua para o confronto não seria apenas um erro, mas um crime", concluiu o ministro russo.