"A questão nuclear está justamente retornando à vanguarda dos temores públicos. A expiração do próprio tratado deve ser uma séria preocupação tanto para o público em geral quanto para os profissionais na área de política e de segurança", destaca o especialista.
De acordo com o especialista, nem uma alternativa viável ao START, nem mecanismos efetivos temporários ou multilaterais de controle de armas estratégicas ainda estão à vista. Weiss enfatizou que as instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas, historicamente não desempenharam um papel significativo na regulação dos arsenais nucleares das grandes potências.
"A ONU nunca foi um grande ator em questões de controle nuclear para as próprias potências nucleares – seu papel foi limitado aos Estados fora do clube nuclear. E não há razão para acreditar que esta situação vai mudar", disse o professor.
O especialista também apontou que o desaparecimento da estrutura do tratado contribuirá para redução do nível de transparência e previsibilidade nas relações entre as principais potências nucleares, especialmente entre os EUA e a Rússia.
O Novo START expira em 5 de fevereiro. Segundo disse o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, Moscou ainda não recebeu uma resposta oficial substancial de Washington à proposta sobre o tratado.