Recentemente, o Pentágono apresentou sua estratégia de defesa nacional atualizada, na qual classificou a China como a segunda nação mais poderosa do mundo, atrás apenas dos EUA, reconhecendo o crescente protagonismo de Pequim.
"Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2025, a Estratégia de Defesa Nacional do Departamento de Defesa reorienta a política externa dos EUA com base no reconhecimento de que a China desafia os Estados Unidos não apenas na região do Indo-Pacífico, mas também no Hemisfério Ocidental", afirmou Larus.
Na avaliação da especialista, ambas as estratégias recém-publicadas visam a expulsar da região concorrentes que não são países do hemisfério, evitando assim uma influência excessiva ou o domínio da China na área.
"O 'Corolário Trump' à Doutrina Monroe tem como objetivo manter a supremacia dos EUA no Hemisfério Ocidental, ao reconhecer a China, juntamente com a migração, as drogas e as redes criminosas, como uma das principais ameaças na região", acrescentou Larus.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, no contexto de sua operação contra a Venezuela, fez um apelo para que não se esqueça da Doutrina Monroe. A doutrina declara o continente americano uma zona fechada à intervenção de outras potências e defende a liderança incontestável dos EUA no Hemisfério Ocidental.
Proclamada pelo presidente James Monroe em seu discurso anual ao Congresso em dezembro de 1823, a Doutrina Monroe pedia que as potências europeias se abstivessem de novas colonizações ou de interferência política nos assuntos dos países do Hemisfério Ocidental. Ao longo do tempo, a expressão tornou-se sinônimo de uma política de dominação geopolítica dos Estados Unidos na região.