De acordo com o ministro das Comunicações, Miguel Ángel Pérez Pirela, o encontro ocorreu na sede do governo venezuelano, na capital Caracas, na qual Dogu chegou no sábado (31).
No encontro a Venezuela designou Félix Plasencia como representante diplomático nos EUA, informou o chanceler Yván Gil. A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, designou Félix Plasencia como representante do país latino-americano nos Estados Unidos, após sua reunião com a diplomata Laura Dogu no Palácio de Miraflores.
“[Félix Plasencia] estará se deslocando com sua equipe [para os EUA] nos próximos dias. É uma etapa de trabalho, uma revisão exaustiva de todas as vias de cooperação que vamos desenvolver nos próximos meses”, afirmou o chanceler Yván Gil.
Sobre o encontro entre Rodríguez e Dogu, ele comentou que foram abordados temas energéticos, políticos e econômicos. Além disso, especificou que a reunião marca o início do tratamento das controvérsias entre as duas nações.
Dogu reabrirá a a Embaixada dos EUA na República Bolivariana, que estava fechada desde 2019.
Da África às Américas
Antes do atual posto, ela estava em Honduras (2022–2025), como embaixadora dos EUA. De 2015 a 2018, foi embaixadora na Nicarágua.
Em setembro de 2024, a diplomata criticou levoantou a suspeita de que o governo da presidente de Honduras, Xiomara Castro, estava envolvido com o narcotráfico. Ela afirmou que funcionários se reuniram em Caracas com "traficantes de drogas".
Em 30 de agosto desse mesmo ano, o chanceler hondurenho, Enrique Reina, afirmou que fontes da inteligência do país detectaram um plano articulado por Dogu para dividir as Forças Armadas e destituir o chefe militar Roosevelt Hernández.
O período em que foi embaixadora na Nicarágua coincidiu com as manifestações da oposição que o governo do presidente Daniel Ortega considerou uma tentativa de golpe fracassada.
A funcionária estadunidense foi também ministra-conselheira na Embaixada dos EUA na Cidade do México, desempenhou funções diplomáticas em El Salvador, Turquia e Egito.
Foi ainda assessora de Política Externa do chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Dan Caine, que liderou operações para sequestrar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro e atacar instalações nucleares iranianas em junho de 2025.