De acordo com a pasta, "a formação do Conselho Espacial do BRICS criará as condições necessárias para a implementação de projetos ambiciosos, como voos espaciais tripulados e a construção de uma estação orbital".
A chancelaria russa lembrou que a iniciativa recebeu apoio dos líderes do BRICS durante a cúpula realizada no Rio de Janeiro, em 2025.
Ainda segundo o comunicado, a Estação Espacial Internacional atualmente permite testar tecnologias consideradas promissoras, que devem ser aplicadas em novos projetos espaciais, especialmente na construção da futura estação orbital russa. Moscou ressaltou que a iniciativa está aberta à participação de todos os países membros e parceiros do BRICS.
Formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o BRICS foi ampliado em 2024 com a entrada de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã, além da adesão da Indonésia em janeiro de 2025.
Atualmente, Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã ainda figuram como países parceiros do grupo.
Em conjunto, os países do BRICS representam cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 45% da população global, segundo dados do bloco.