'Foi uma guerra de conquista'
"Trata-se de uma guerra basicamente de conquista; ou seja, há, claro, um monte de desculpas, um monte de argumentos, mas trata-se basicamente disso", explicou. "Os Estados Unidos, desde sua independência, haviam buscado obter mais recursos naturais para explorá-los, fundamentalmente terras rumo ao oeste, as antigas colônias. O problema é que essas terras tinham dono. Essas terras eram de comunidades nativas, de comunidades indígenas [...]".
Um tratado determinante
"Na prática, o México estava renunciando ao exercício de sua soberania no controle da fronteira [...] Os Estados Unidos são um país tremendamente rico, em grande medida, por essa impressionante produção agrícola que possuem graças à quantidade de recursos naturais, e isso foi precisamente o que eles buscavam desde praticamente a sua independência: adquirir todo esse território que lhes gerou enorme riqueza", afirmou.
"Acho que, se em algo o discurso neoliberal teve êxito, sobretudo a partir da década de 1990, foi em gerar uma enorme admiração pelos Estados Unidos em muitos setores da sociedade mexicana, particularmente nas classes médias", opinou ele.