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Governo define como uma das prioridades de 2026 acabar com a escala 6x1

O governo federal pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei com pedido de urgência constitucional para extinguir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, conhecida como 6x1. A informação foi confirmada nesta terça-feira (3) pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias.
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Segundo o parlamentar, o envio da proposta com urgência constitucional deve ocorrer após o carnaval e obriga a Câmara a se manifestar em até 45 dias, o que, na avaliação do governo, acelera o debate e amplia a pressão política sobre o tema. Para Lindbergh, trata-se de uma das prioridades centrais do governo.
"O debate do Imposto de Renda está superado, e a próxima bandeira do governo é o fim da escala 6x1, que, com a urgência constitucional, vira o centro da discussão política no país", declarou.
A posição foi reforçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a mensagem enviada ao Congresso na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (2). Na ocasião, Lula defendeu o fim da escala 6x1 sem redução de salários, argumentando que o modelo compromete a saúde física e mental dos trabalhadores e limita a convivência familiar.
No Senado, a proposta já avançou. No fim de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o texto que acaba com a escala 6x1, deixando a matéria pronta para análise em plenário. Já na Câmara, o assunto também está em discussão, mas ainda tramita nas comissões.
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Lindbergh Farias avalia que, apesar do andamento no Legislativo, uma iniciativa formal do Executivo teria maior peso político e chances de aprovação mais rápida. Segundo ele, a tramitação apenas pelas comissões tende a se arrastar, enquanto o tema exige resposta imediata à demanda social.
O líder do PT reconheceu a resistência de setores empresariais, mas afirmou que argumentos semelhantes já foram usados no passado contra outras conquistas trabalhistas. Para ele, a experiência internacional e exemplos de segmentos da economia brasileira demonstram que a redução da jornada é viável e não representa ameaça estrutural ao emprego.
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