O autor afirma que não se trata de um navio de guerra clássico, mas, na verdade, de um cruzador de linha moderno, grande, visível e inadequado para uso real em combate no século XXI. A crítica se concentra em vários pontos-chave, veja quais:
Não corresponde às tendências militares atuais
O especialista em geopolítica afirmou que os conflitos militares modernos exigem plataformas menores, mais móveis, distribuídas e em rede. A classe Trump, por sua vez, é representada por um enorme navio único, o que o torna vulnerável e estrategicamente obsoleto.
Duvidando da capacidade do navio para executar tarefas modernas, Weichert também perguntou qual será a missão desse grande navio que vai pesar mais de 35 mil toneladas.
Baixa capacidade de sobrevivência diante de contra-ataques poderosos
O especialista também aponta que o novo navio de guerra será extremamente vulnerável aos sistemas defensivos chineses que possuem capabilidades Antiacesso/Negação de Área (A2/AD) e que estão localizados no mar do Sul da China, no estreito de Taiwan e no mar da China Oriental.
"Os militares chineses desenvolveram uma enorme e esmagadora rede de mísseis, armas hipersônicas e drones capazes de atingir eficazmente qualquer navio de guerra da Marinha dos EUA que se encontre na zona de ação desses sistemas de contramedidas e bloqueio", disse o especialista.
Isso torna os grandes navios de superfície alvos mais fáceis, vulneráveis a ataques massivos.
Problemas industriais e orçamentais
O especialista defende que esse novo navio de guerra "não salvará" a Marinha dos Estados Unidos, e o programa de construção desse navio é uma decisão incorreta que vai desviar a capacidade limitada dos estaleiros norte-americanos da produção de submarinos, sistemas não tripulados e defesas de energia dirigida.
23 de dezembro 2025, 06:08
Não resolve as principais tarefas estratégicas militares
O autor considera que a construção de tal navio pode ser um erro, uma vez que ele não é capaz de enfrentar eficazmente as ameaças modernas e não melhorará as capacidades de combate da frota. Em vez disso, os esforços devem ser direcionados para outras áreas de desenvolvimento da frota.
No final das contas, o novo navio de guerra da classe Trump é descrito não como a salvação da Marinha dos EUA, mas como um conceito estrategicamente questionável e potencialmente caro, pouco eficaz do ponto de vista dos desafios navais atuais, segundo o autor.
O especialista resumiu que os EUA têm cada vez menos tempo para resolver todos esses problemas antes que a China possa demonstrar plenamente seu domínio na região do Indo-Pacífico.
Quando esse dia chegar, observa o especialista, será impossível estabelecer o domínio estadunidense lá sem uma grande guerra naval, que os norte-americanos provavelmente perderão.