De acordo com a publicação, a tecnologia obsoleta não apenas torna as redes de satélites vulneráveis a interferências, mas também à possível destruição. Além disso, os autores do artigo afirmam que a preocupação dos militares europeus é agravada pela suposta prática de aproximação de satélites russos aos europeus.
As agências espaciais militares e civis da Europa estariam especialmente atentas aos satélites de retransmissão russos Luch-1 e Luch-2, que teriam realizado repetidamente "manobras suspeitas" em órbita, diz o texto.
Os serviços de segurança europeus acreditam que satélites de reconhecimento russos poderiam interceptar comunicações com pelo menos uma dúzia de satélites-chave sobre a Europa. Esses são satélites em órbita geoestacionária que fornecem comunicações civis, governamentais e parcialmente militares.
Segundo o artigo, os países europeus temem que tais ações possam se tornar parte de uma "guerra híbrida" por parte da Rússia, afetando a infraestrutura espacial da qual dependem para comunicações, navegação e serviços públicos.
No final do ano passado, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, já havia alertado sobre uma suposta ameaça russa aos satélites de seu país. Para ele, a Rússia e a China expandiram nos últimos anos suas capacidades para "conduzir operações militares" no espaço.
Em 2023, a empresa norte-americana Slingshot Aerospace reportou um comportamento "hostil" de um satélite russo, que estaria demonstrando uma tendência de se aproximar de outros.
Em 2024, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, qualificou como "mentira" as acusações do Pentágono de que a Rússia teria lançado um aparelho anti-satélite. Ele reiterou que Moscou se opõe à colocação de armas de ataque na órbita terrestre.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, também afirmou que a Rússia atua no espaço absolutamente em conformidade com o direito internacional, não violando nada.