Enquanto as ondas de calor castigam o país, a desigualdade social desenha um cenário que evidencia o abismo térmico nas periferias brasileiras. Em São Paulo, o contraste é brutal: em Paraisópolis, os termômetros marcam até 15 °C a mais do que no vizinho Morumbi, revelando uma alta disparidade entre a favela e as habitações de alto padrão. Para além do desconforto físico, há o impacto invisível: especialistas alertam que o calor extremo agrava transtornos como ansiedade, depressão e TDAH. O calor no Brasil tem endereço e classe social? Para conversar sobre o assunto, Thaiana de Oliveira e Rafael Costa recebem Raquel Ludermir, gerente de incidência política da ONG Habitat Brasil; e Richard Munhoz, psicanalista clínico, escritor, especialista em análise do comportamento, e mestre e doutor em ciências médicas. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.