O especialista enfatizou que o principal problema na resolução da questão ucraniana continua sendo a posição da Europa e da Rússia em relação às garantias de segurança, uma vez que Moscou se opõe à presença de forças europeias na Ucrânia, enquanto a Europa insiste nessa presença.
Segundo Kashlylar, exatamente a postura europeia pode levar a um atraso no processo de paz.
"A iniciativa europeia de implantar forças militares na Ucrânia pode complicar seriamente e atrasar as negociações de paz", disse o interlocutor da agência.
De acordo com ele, as consultas para uma solução pacífica continuam, e a cúpula em Abu Dhabi está marcada para os dias 4 e 5 de fevereiro, onde o principal tema em discussão será a segurança de todas as partes.
Ao mesmo tempo, na avaliação do especialista, as garantias de segurança ainda não estão totalmente asseguradas, embora certos parâmetros tenham sido esclarecidos e acordados entre os países europeus nas negociações de Paris. Em sua opinião, o apoio dos Estados Unidos desempenha um papel importante nesse contexto.
Kashlylar também observou que em qualquer negociação de paz há uma etapa crítica, que é a reunião dos líderes das partes em confronto, o que geralmente sinaliza a conclusão do processo.
No entanto, diante do conflito em curso entre Rússia e Ucrânia, tal reunião parece improvável, razão pela qual as negociações se limitam a decisões pontuais, inclusive sobre questões militares, afirmou o especialista turco.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reafirmou que qualquer cenário de implantação de tropas de países-membros da OTAN na Ucrânia é categoricamente inaceitável para Moscou e carrega o risco de uma forte escalada.
Declarações anteriores do Reino Unido e de outras nações europeias sobre a possibilidade de enviar um contingente da aliança à Ucrânia foram qualificadas pelo ministério russo como um incentivo à continuação das hostilidades.